
Constança Bettencourt
Mestrado
Parede, Portugal
Online
Presencial
Constança Bettencourt é Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Junguiana. Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses e faz clínica privada há 20 anos. Tem extensa formação em Psicoterapia Corporal (Curso Teorias e Técnicas das Psicoterapias Corporais, 2005-2008) e em Psicologia Junguiana (2004-2006) pela Escola-Clínica “Essência e o Ser”. Prolongou a sua pesquisa na Psicologia Junguiana de base clínica, como co-fundadora do Núcleo Português de Estudos Junguianos (2011), fazendo trabalho pioneiro de difusão e ensino desta psicologia em Portugal desde 2009. Autora dos cursos anuais “Mapa da Alma” com 6 edições dadas (2016-2025).
Tem o Curso Pós-Graduado “Introdução à Terapia com Psicadélicos: Investigação e Clínica” ED I (2026) na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Desde 2024 que é membro colaborador da SPACE (Associação Científica de Divulgação da Investigação e uso clínico de Psicadélicos) dinamizando webinars e o bookclub para membros.
Esteve no Boom Festival durante duas edições seguidas como psicóloga, no nascimento e posterior coordenação do serviço Kosmicare de Intervenção de Emergência em Crise Psicadélica (2008 & 2010). Actualmente faz Psycare em festivais alternativos e de música electrónica.
“Em criança comecei por me interessar por estados de realidade alterada acabando por me levar a “pesquisas psíquicas” com e sem substâncias. Não sou uma psicóloga “ortodoxa”, recebo os meus pacientes descalça, com fragrâncias, plantas e almofadas na sala, e também falo nas sessões, recorrendo a uma psico-educação individualizada que suporta a integração da personalidade naquele momento específico, considerando cuidadosamente as raízes e estrutura de personalidade de quem tenho ali comigo.
Sou apaixonada pela Psicologia Arquetípica, sobretudo pelos seus territórios liminais e oníricos, somáticos e sensoriais, da imaginação e da criatividade. É a partir destes lugares que me posiciono na relação terapêutica, deixando que possam emergir e ganhar expressão no encontro com cada pessoa, seja num processo psicoterapêutico mais continuado, seja em sessões de integração psicadélica — para reorganizar, elaborar ou aprofundar aquilo que emergiu da caixa de Pandora do inconsciente.
Num universo feito de átomos, uma experiência psicadélica pode reagrupá-los de formas surpreendentes e, por vezes, desconcertantes. Quem seremos após isso e na relação com os outros? O que mudará? O que resistirá a um chamamento mais profundo de olhar para dentro ou… talvez para fora? O trabalho de integração é, para mim, um espaço de encontro com aquilo que se revelou: com os sistemas de prosa dura da vida, com a poesia numinosa da alma, ou com ambos — e, por vezes, com aquilo que ainda não tem nome. Cabe-nos traduzir em conjunto essas impressões… e há qualquer coisa nesse novelo que nunca esgota na simplificação do que já conhecíamos anteriormente.