Desta vez entrevistámos Joost Breeksema, investigador de pós-doutoramento no University Medical Center Groningen, nos Países Baixos. É mestre em filosofia e trabalhou vários anos em redução de riscos e investigação em políticas de drogas. A sua investigação é qualitativa (baseada em entrevistas aprofundadas e não em medições numéricas). Ouve pacientes sobre as suas experiências de tratamento com cetamina, psilocibina e MDMA, para perceber melhor os mecanismos terapêuticos possíveis e o papel do contexto, da terapia e de outros fatores na redução de efeitos adversos.
Breeksema é também diretor executivo e cofundador da OPEN Foundation, uma organização sem fins lucrativos neerlandesa que organiza conferências científicas, reuniões de peritos e redes de investigação colaborativa. Entre essas conferências está a Interdisciplinary Conference on Psychedelic Research (ICPR). Lidera ainda o projeto TRIP, que pretende juntar investigadores, profissionais de saúde, pacientes, reguladores, seguradoras, indústria farmacêutica e decisores políticos para uma integração segura, ética e responsável destas terapias nos sistemas de saúde.
Enquanto vários países discutem como regular estas terapias, a experiência relatada pelos próprios pacientes continua pouco representada nos ensaios clínicos. É essa lacuna que Breeksema tenta preencher.
Em baixo um vídeo com um excerto da conversa, cuja versão completa está disponível na íntegra a Membros SafeJourney.
