Poucos investigadores tiveram um impacto tão profundo no renascimento científico dos psicadélicos como Robin Carhart-Harris. Uma playlist recentemente destacada no YouTube reúne vários pequenos videos explicando processos fundamentais na preparação de uma viagem psicadélica. É importante uma primeira familiarização sobre o tema antes da viagem, e depois a relevância da preparação e da integração da experiência.
Carhart-Harris ganhou notoriedade internacional ao liderar alguns dos primeiros estudos modernos com neuroimagem em psicadélicos no Imperial College London e mais tarde na University of California, San Francisco. O seu trabalho ajudou a transformar os psicadélicos de tema marginal em área científica legítima.
Entre os conceitos mais influentes associados ao investigador está a teoria do “entropic brain”, segundo a qual os psicadélicos aumentam a flexibilidade e a variabilidade dinâmica da atividade cerebral. Estudos de fMRI conduzidos pela sua equipa mostraram que substâncias como a psilocibina reduzem temporariamente a rigidez funcional de redes cerebrais associadas ao ego e à autorreferência.
Grande parte destas ideias foi posteriormente integrada no modelo REBUS (“Relaxed Beliefs Under Psychedelics”), que propõe que os psicadélicos diminuem a força de padrões mentais rígidos e previsões automáticas do cérebro, permitindo novas formas de perceção, emoção e aprendizagem.
