Entrevistas

Entrevista SafeJourney #2 – Christopher Timmermann, Psicólogo e Neurocientista

Formado em Psicologia no Chile, a sua terra natal, Christopher (Chris) Timmermann Slater estudou depois neurociência cognitiva em Bolonha, e obteve o Doutoramento em 2021 no Imperial College London, sob a orientação de Robin Carhart-Harris, David Nutt e Rob Leech, no Center for Psychedelic Research. Os seus estudos com a utilização de DMT foram pioneiros na área, situando-se na intersecção da ciência da fenomenologia (experiência subjetiva, na primeira pessoa), com a análise neurofisiológica do cérebro sob o efeito de um psicadélico.

Timmermann continua a trabalhar no Imperial College, envolvido agora em estudos como uma experiência inovadora com a aplicação contínua, intra-venosa, de DMT em participantes saudáveis, cujo cérebro está a ser analisado com imagética de ressonância magnética. Está também a liderar um novo estudo sobre o processo de formação de terapeutas psicadélicos, no contexto da sua mais recente publicação científica, um contributo notável para a evolução do conceito e prática da “mediação” (facilitação / acompanhamento) de experiências psicadélicas.  

Nesta entrevista, Timmermann, a cumprir quarentena preventiva anti-covid-19, num quarto de hotel (após uma viagem), discute a importância de estudar a natureza da experiência psicadélica; analisa a possibilidade dos psicadélicos despertarem o potencial humano auto-curativo; fala da importância da mediação para a melhor integração da singularidade e riqueza da experiência psicadélica para o dia-a-dia; e aborda vários outros temas universais como a música, a criatividade e a oportunidade de aprendermos a escutar o nosso corpo e a nossa intuição.

De seguida, as questões colocadas e respetiva cronologia:

01:24 Em que consiste o conceito de fenomenologia e em que medida influencia o seu trabalho?
03:50 Acha que a experiência psicadélica é comparável a outras experiências que se podem ter na vida?
05:31 Podemos identificar diferentes categorias de experiências com psicadélicos?
08:21 Concorda que sentir mais abertura, e ganhar uma maior perspetiva são dois efeitos essenciais de experiências psicadélicas?
10:11 O que se considera uma boa orientação (ou mediação) destas experiências?
13:27 É importante que um facilitador tenha formação / conhecimentos em Psicologia?
16:11 Acha que temos dentro de nós capacidades auto-curativas?
18:19 Como podemos lidar com o risco associado a ‘insights’ e revelações “mentirosas” ou erradas?
21:42 Qual a importância de um olhar externo (de outra pessoa) quando interpretamos estes ‘insights’ e revelações?
23:10 Como lidar com os preconceitos culturais que levamos para estas experiências?
26:04 Podem as experiências psicadélicas ajudar-nos a confiar mais na nossa intuição e a “confiar no nosso corpo”?
28:55 É possível ter experiências transformadoras com químicos produzidos em laboratório?
30:58 Qual a relação entre o seu trabalho de investigação e o seu trabalho criativo, através da música?

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